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sábado, 16 de novembro de 2024

Desode ao Natal

 

Vem aí o mês mais chato do ano.

Chato, quadrado e plano

Tal qual a Terra Prometida dos  bolsominions.


As cidades viram um caos dentro do Caos

De papais-noéis brigando nas calçadas

A mercadores da alma de Cristo.


Luzes piscam nas janelas de candeeiros

Sob olhares famintos  e barrigas furiosas:

A fúria da fome em ebulição.


- Moço, paga um café!

- Feliz Natal, meu amigo! O Menino Jesus há de lhe favorecer.


- Cristo nasceu! - canta um galo bêbado.

Bêbado e feliz, pois quem morre é o peru.

- Onde? Vai ter meladinha?

- Sei lá! Sou apenas um galo falante 

E não um GPS cantante!


Pessoas se abraçam e cantam

Temporariamente esquecidas das rixas.


- Feliz ano novo!

- Tá bêbado? Ano novo é pra semana.

- Então vou ter mais uma semana sem lhe xingar?

- Infelizmente terei que lhe abraçar por mais um tempo.


E Nosso Senhor Jesus Cristo dos Crucificados

Que veio à Terra para nos salvar

Olha suas mãos cheias de cravos

E sente a cabeça cheia de espinhos.

Vai ao Pai e ao Espírito  Santo cheio de dúvidas:


- Que fui fazer lá embaixo senão procurar sarna pra me coçar?

 Expulsei mercadores da fé, persegui a tirania.

Pastores  me usam como moeda de troca,

Ditadores usam Teu nome santo em vão.

- Sei não, Emanuel, Tu não sabes da minha agonia.

Decerto salvaste a Terra de algum mal,

Mas com certeza não foi da hipocrisia. 


domingo, 10 de dezembro de 2023

Poema de Natal

Maria da Luz 
Estreou a vida
Em mês primaveril.
Floriu o mundo 
com seu sorriso
Juvenil.
Se fez amante
Das coisas belas
E a musa 
Dos poemas de amor.
Os seus vapores 
Soltavam odores 
de lascívia e paixão.
O seu amado,
Um belo infante,
escafedeu-se 
No breu da noite 
De Verão.
Não deu a luz
Com seu amante
Porque o útero
do seu destino
Era estéril.
Por ser etérea
Maria da Luz
Dissipou-se
Na solidão.