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terça-feira, 6 de março de 2012

Gata Borralheira já era


Quando Vinícius tinha quatro anos de idade, sua televisão foi para o conserto e ficamos apenas com uma, a da sala, e às vezes se criava um impasse, pois ele queria assistir aos seus Pokemon’s e eu queria ver o noticiário, principalmente no horário do meio-dia. Ele estudava à tarde e, enquanto aguardava o transporte escolar, ficava grudado na tevê. Um dia, tentando convencê-lo a me ceder meia hora de audiência de noticiário, dizendo que ele devia alternar desenho com informação, pois as mulheres gostavam de homens bem informados, ele contra-argumentou:

– Painho, quando você tinha a minha idade, você gostava mais de desenho ou de jornal?

Surpreso com a pergunta, respondi:

– No meu tempo de criança não existia nem desenho nem televisão.

São somente pouco mais de quatro décadas e nada disso existia. As notícias viajavam em lombo de jegue ou de boca em boca. Os acontecimentos pitorescos viravam cordéis e ganhavam o mundo na voz dos cantadores. O rádio começava a se popularizar com o advento do transistor e assustava a nossa vã compreensão de como um negócio tão pequeno era falador feito corno.

Do rádio, foi um passo para a popularização, também, da televisão. Inventaram o crediário e mais casas exibiam antenas de tevê. Surgiram as telenovelas, os programas de variedades e o aparelho de televisão passou a ser a maior fonte de entretenimento. Programas de auditório mantinham a família unida em frente ao cinescópio nas jovens tardes de domingo, acontecendo o inverso da psicocinese: o objeto dominando a mente, em vez do contrário.

Quando, no dia 12 de abril de 1961, Yuri Gagarin foi ao espaço e disse extasiado: “A Terra é azul!”, não imaginava que tal frase seria eternizada e que causaria uma revolução tecnológica ao desencadear a corrida espacial entre soviéticos e americanos, cada um querendo ser superior ao outro. Veio o projeto Apollo, o homem pisou na Lua, e o milagre da miniaturização de eletro-eletrônicos ganhou popularidade. Foi inventado o microchip e a parafernália maravilhosa do microprocessador. E os grandalhões computadores, da época, tornaram-se obsoletos e foram doados aos museus. Só para se ter idéia: um dos primeiros discos rígidos (o HD), tinha o diâmetro de quase dois metros, dois megabytes de capacidade de armazenamento e levava dois dias para ser formatado. É mole?

Se tudo caminha para o desenvolvimento do conforto humano e quase não conseguimos acompanhar a dinâmica tecnológica, o homem parou no tempo e no espaço quando olha para o seu próprio umbigo e vê que não consegue avançar um milímetro sequer na mentalidade retrógrada e medieval. Uma imensa maioria ainda vive a cultura das cavernas em que o homem era o responsável pela caça e a mulher, submissa e frágil, ficava responsável pela prole e pelo preparo da comida do guerreiro cansado.

Na sociedade moderna não há mais espaço para delimitações de tarefas dentro de casa, principalmente depois que a mulher foi à luta, venceu, e hoje disputa palmo a palmo com o homem um lugar no mercado produtivo, acabando com a submissão econômica e social imposta pelo companheiro, que, na maioria das vezes, a via como um mero objeto sexual ou como um “chofer de fogão”. Alguns ainda pensam que “casa e comida” são suficientes para manter a mulher feliz.

Um vizinho andava dizendo que mulher que trabalha tem tudo para chifrar o marido. Que mulher dele tinha que ficar em casa, cuidando dos afazeres domésticos e cozinhando para ele. Um dia ele chegou a casa fora do horário rotineiro e descobriu que a mulher também “cozinhava” para outros. Foi tão imbecil que jogou as panelas fora e passou a comer de marmita.

A incompreensão do homem moderno com a mulher moderna que topa lavar, passar, cozinhar e estar descansada, disposta e cheirando a perfume francês quando ele chegar a casa para o justo descanso do guerreiro, é que ela nunca sorri satisfeita para os amigos que o acompanham para beber, ouvir música, conversar, enquanto ela se divide entre as tarefas escolares dos filhos, preparo dos tira-gostos e ainda dá uma de garçonete, servindo a cerveja ou preparando a caipirinha.

Quando eu me casei, acordei na manhã seguinte aprendendo a cozinhar. Sentia que um dia iria morar sozinho. Minha litisconsorte ativa cozinhava divinamente bem e posso afirmar que ela me pegou pelo estômago. Mas, segundo a tradição budista, o homem não pode ser prisioneiro do seu corpo, senão nunca atinge o nirvana. Quatro anos depois me vi cozinhando para mim mesmo. Prometi nunca mais me casar com mulher que soubesse cozinhar. Invariavelmente cheira a cebola.

Amei Edna pela primeira vez quando ela era hóspede na minha casa, em Salvador, e foi fritar um ovo e se cortou na casca. Para variar, não sabia que se colocava sal em ovo. E que precisava de óleo ou de manteiga para fritar. Tímida e envergonhada, confessou: “É que nunca fritei ovo na minha vida!” Até então éramos só amigos e o meu coração, em júbilo, gritou: “É esta! É esta!” Tomado pela importância de um ser superior, ensinei-a, passo-a-passo, todos os rituais sagrados da culinária, começando pela posição correta para se acender o fósforo à complicada operação de se abrir a válvula do gás. E ela, enternecida, me agradeceu promovendo uma noite de sexo que acordou toda a vizinhança.

Nesse dia tive a certeza de que caldo de sururu era afrodisíaco.



quinta-feira, 1 de março de 2012

SEMANA INTERNACIONAL DA MULHER


Aquele que diz que a mulher é sexo frágil, com certeza não vive neste planeta.


Hoje é moleza ser feminista, segurar o mastro da bandeira nas passeatas com algumas reivindicações justas e legítimas, como o direito amplo e irrestrito ao trabalho em igualdade de condições com o homem, se bem que conheço muitas que adorariam encantar um príncipe e viver apenas em função dos chás das cinco. Outras, mais radicais, sugerem que os homens também dividam os pratos que se acumulam na pia.

Devagar com o andor que o santo é de barro. Voltando aos tempos do poder patriarcal dos senhores de engenho ou dos barões do café, as ditas feministas de hoje vacilariam frente a esses senhores que dominavam a economia, a política, a cultura, a vida e a alma dos brasileiros e que se casavam apenas para ter uma mulher para dar porrada, fazer filhos e tomar conta das mucamas. Eles podiam tudo, inclusive estuprar e matar as metidas a feministas.

Em 1789, tomada pelos ventos libertários, a Assembléia Nacional francesa aprovou a Declaração dos Direitos do Homem. Em 1791, embalada pelo lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” cravado na bandeira do ideário revolucionário, a escritora francesa Marie Olympe Gouze (Olympe de Gouges) lançou também o seu manifesto “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã”. Pegos de calças-curtas, os nobres revolucionários acharam tal manifesto uma afronta à moral e aos bons costumes. Que significava aquilo? Revolução das calcinhas dentro da grande revolução dos cuecões? Lugar de mulher era na cozinha e assim deveria continuar. Quem lavaria a louça? Quem trataria do javali antes de ir à panela?

Olympe de Gourges, a primeira feminista da história, foi a julgamento em um tribunal predominantemente machista. O circo estava armado e ela foi condenada à pena capital, sob a acusação de “ter querido ser um homem de Estado e ter esquecido as virtudes próprias do seu sexo.” Foi guilhotinada em 1793 sem que nenhuma outra mulher ousasse sair em sua defesa.

No dia 8 de março de 1857, 129 tecelãs em Nova Iorque se cansaram da exploração patronal e se uniram em um movimento reivindicatório, exigindo redução da jornada diária do trabalho, de 16, para 10 horas. Além de trabalharem mais, ganhavam apenas quarenta por cento do salário dos homens. Quando chegavam a casa, exaustas, encontravam uma pilha de pratos a serem lavados, comida a ser feita, filho para amamentar e beira do rio para lavar roupa, pois lavanderia era coisa a ser inventada. Não era justo tamanha exploração. Cruzaram os braços e saíram à rua a fazer barulho, sendo que encontraram uma forte e violenta repressão policial. Voltaram à fábrica achando ser um abrigo seguro. Os patrões e a polícia trancaram as portas e atearam fogo na fábrica, matando-as na imensa fogueira formada.

Em 1910, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada na Dinamarca, a alemã Clara Zetkin propôs o dia oito de março como o dia Internacional da Mulher, em homenagem àquelas 129 mártires de Nova Iorque. A proposta foi aceita e nesse dia as mulheres do mundo todo se dão as mãos em busca de fortificar o movimento feminista, propondo o fim da hegemonia político-econômico-administrativa masculina, seguindo o lema dos compositores mineiros Beto Guedes e Ronaldo Bastos quando dizem “Vamos precisar de todo mundo / um mais um é sempre mais que dois”, se bem que esses versos foram escritos bem depois, o que não invalida o grito de guerra “Mulheres / unidas / jamais serão vencidas!” que encerrou a II Conferência na Dinamarca.

Proposições justas, por sinal, porém o movimento reivindicatório esbarra na própria instabilidade da vaidade feminina quando passa batom nos lábios frente a um espelho, no dia seguinte, e nos 364 que se sucedem até o próximo 8 de março; elas (as feministas e não as mulheres em si) são incapazes de se olhar fraternalmente como companheiras de luta e seguir um propósito comum; em vez disso, engalfinham-se feito onças-de-unhas-pintadas  disputando um território selvagem, inaptas em abraçar a causa libertária e tornar suas reivindicações numa bandeira ideológica permanente.

Fala mais alto a vaidade histórica e cada uma mira-se no espelho com a desconfiança aguda de quem encara uma rival.   

quinta-feira, 10 de março de 2011

Homens, uni-vos!

O meu amigo Chuchu agia em consonância com o nome, sem se importar com o que pensavam os seus vizinhos, inclusive eu que, vez ou outra, cogitava lhe chamar a atenção para o fato, porém o mesmo fazia questão de viver sob a coleira da mulher. Ela era o fator determinante de sua personalidade e assim ele viveu (ou pensou que viveu) até o dia em que ela , cansada de tanta submissão, decidiu ser dominada por um homem de verdade: arrumou as malas e fugiu com o pé de pano, deixando Chuchu com o ônus da desonra, além de ser objeto principal dos comentários jocosos da vizinhança: soube-se, mais tarde, que o tinhoso Ricardão era uma amiga do casal.

– Ele não era mole só nas atitudes. Ser corno de mulher é a pior coisa que pode acontecer a um homem – diziam as más e também boas línguas quando ele passava, cabisbaixo, soturno, como a carregar todo o peso do mundo nas costas.

Essa ocorrência data de trinta anos atrás e Chuchu morreu ano passado sem se aventurar em novo casamento. A decepção fora tanta que seria compreensível se tivesse virado a casaca também, mas como já estava cheio de cabelos brancos, precisaria de muita grana para poder arranjar um bofe de bons bofes.

O que aconteceu com ele foi só um exemplo dentre milhares, e por isso devemos colocar nossas barbas de molho. Mulher bonita, boa e liberal faz o homem gemer sem sentir dor e, por causa desse axioma irrefutável, é a preferida nas cantadas e investidas de umas e outras nos bailes e bares da vida, independente de serem solteiras, viúvas, casadas ou que costuram para fora. Ficam na espreita feito caçador à espera da caça, aguardando o momento oportuno para darem o bote. São atenciosas, doces, melosos, e dizem ter a solução para todos os problemas da vida.

Nós, homens, precisamos reivindicar a criação de vários dias do homem ma-chô-chô, com direito a feriado nacional, divulgação na imprensa internacional e caminhada mais barulhenta e concorrida do que a parada gay. Lutemos pelo orgasmo múltiplo, livre, e distribuição gratuita de Viagra nos postos de saúde para que as mulheres se sintam incentivadas a escrever loas ao nosso dia, listando e enaltecendo nossas qualidades. O Governo deverá criar cotas para o Homem com agá maiúsculo nas universidades federais. E, finalmente, quando um casal hétero for barrado numa boate GLS, a casa deve ser fechada e os responsáveis processados por discriminar a minoria.

Fiquemos antenados porque a concorrência é acirrada e desleal, principalmente das mulheres com excesso de testosterona. Além de elas conhecerem melhor a alma feminina, pois, querendo ou não nasceram com uma, frequentam o mesmo banheiro do boteco, onde se desnudam sem o menor pudor e falam de suas intimidades em cumplicidade de amantes, embora a candidata a sandaliazinha não tenha malícia em suas ações e atenções, até então, inocentes, tal qual Chapeuzinho Vermelho sendo conduzida (e induzida) pelo lobo mau.

Portanto, tratemo-las com deferência, não só no dia internacional da mulher, mas nos trezentos e sessenta e quatro dias, seis horas e cinquenta segundos seguintes, sem esmorecer, porém. Como dizia o camarada Che: “Hay que endurecer sin perder la ternura jamás”. Quando a sua mulher lhe chamar para lavar os pratos, grite bem abusado para que seus amigos e a vizinhança saibam quem é que fala mais alto na sua casa:

– Já vou, meu bem!



terça-feira, 9 de março de 2010

Na Semana da Mulher, Viva a Lei Maria da Penha!




– Precisamos acabar com a exploração dos homens. Parar de cozinhar, lavar roupa e de ser apenas objeto sexual. Basta de submissão! Digam NÃO aos seus opressores. No próximo ano nos reuniremos para relatarmos a nova experiência. Abaixo a opressão masculina!

– Abaixo a opressão!

– Viva a igualdade feminina!

– Viva!

– Viva a liberdade!

– Viva!

– Morte aos homens!

– Assim também não, colega!

Desta maneira terminou mais um encontro internacional das mulheres, em um país qualquer, no dia oito de março de ano qualquer. Trezentos e sessenta e seis dias depois (era um ano bissexto), novo encontro. A líder tomou a palavra:

– E agora, temos a honra de convidar a Mary John para relatar a sua experiência, conforme foi decidido no encontro do ano passado. Mary John, por favor...

A americana subiu à tribuna, abriu um sorriso largo, e falou:

– Bem, depois daquele nosso encontro, no ano passado, cheguei a casa e disse para o meu marido: “A partir de hoje não cozinho mais pra você. Se quiser comer, prepare você mesmo a sua comida.” No primeiro dia ele foi pro fogão a contragosto; no segundo dia diminuiu mais a cara feia; no terceiro dia começou a tomar gosto e hoje estamos com vários restaurantes espalhados pelos Estados Unidos e Canadá.

– Palmas para Mary John! Agora convidamos a colega Ly Ping Pong.

A chinesa subiu à tribuna, pigarreou, pegou o microfone e falou:

– Cheguei a casa e disse pro meu marido: “A partir de hoje não lavo mais a sua roupa. Se você quiser roupa lavada, que aprenda a usar a lavanderia.” No primeiro dia ele lavou a roupa resmungando; no segundo dia parecia ter se acostumado à nova condição; no terceiro dia até assobiou e hoje estamos com uma rede de lavanderias por toda a China.

– Muito bem, Ly. Palmas para ela que ela merece! Agora convidamos a colega Severina da Silva para relatar a sua experiência!

Severina da Silva preferiu falar de onde estava. Brasileiro é assim mesmo, fala de qualquer lugar.

– Quando cheguei a casa, no ano passado, disse pro Benedito, o traste do meu marido: “Biu, a partir de hoje não lavo mais suas roupas, não faço sua comida e se você quiser sexo vai ter que procurar uma vagabunda.” No primeiro dia não vi nada acontecer; no segundo dia também não vi nada; no terceiro, idem; no quarto dia o olho abriu um pouquinho e pude enxergar a cara da enfermeira.








segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher II


Alguns excertos sobre a mulher


De Mulher


O homem pensa.
A mulher sonha.

Pensar é ter cérebro.
Sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano.
A mulher é um lago.

O oceano tem a pérola que embeleza.
O lago tem a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa.
A mulher, o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.

O homem tem um farol: a consciência.
A mulher tem uma estrela: a esperança.

O farol guia.
A esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
A mulher, onde começa o céu!!!
Victor Hugo

Há homens que têm patroa.
Há homens que têm mulher.
E há mulheres que escolhem o que querem ser."
Martha Medeiros

A mulher perfeita

Nasrudin conversava com um amigo:

– Então, Mullah, nunca pensaste em casamento?

– Muito. – respondeu Nasrudin – Em minha juventude, resolvi conhecer a mulher perfeita. Atravessei o deserto, estive em Damasco e conheci uma mulher espiritualizada e linda; mas ela não sabia nada das coisas do mundo. Continuei a viagem e fui a Isfahan; lá encontrei uma mulher que conhecia o reino da matéria e do espírito, mas não era bonita. Então resolvi ir até o Cairo, onde, finalmente, jantei na casa de uma moça bonita, religiosa e conhecedora da realidade material.

– E por que não casaste com ela?

– Ah, meu companheiro! Infelizmente ela também procurava um homem perfeito.
Paulo Coelho

A história da mulher é a história da pior tirania que o mundo conheceu: a tirania do mais fraco sobre o mais forte.
Oscar Wilde

A mulher mais idiota pode dominar um sábio. Mas é preciso uma mulher extremamente sábia para dominar um idiota.
Rudyard Kipling

Uma mulher leva vinte anos para fazer do seu filho um homem - outra mulher, vinte minutos para fazer dele um tolo.
Helen Rowland

A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada.
Maomé

... E a mulher foi feita da costela. Já imaginou se fosse do filé mignon?
Para-choque de caminhão

Nunca confie na mulher que diz a verdadeira idade, pois se ela diz isso... Ela é capaz de dizer qualquer coisa.
Oscar Wilde

"Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada."


Martha Medeiros

Uma mulher preocupa-se com o futuro até encontrar um marido, enquanto um homem apenas se preocupa com o futuro depois de encontrar uma mulher.
George Bernard Shaw

O rico e o pobre são duas pessoas
O soldado protege os dois
O operário trabalha pelos três
O cidadão paga pelos quatro
O vagabundo come pelos cinco
O advogado rouba os seis
O juiz condena os sete
O médico mata os oito
O coveiro enterra os nove
O diabo leva os dez
E a mulher engana os onze
Popular

Era uma vez... numa terra muito distante...uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein?... nem morta!
Luís Fernando Veríssimo

Entre um homem moço e uma mulher bonita, a amizade pura, a amizade intelectual é impossível. O homem e a mulher são, fundamentalmente, irredutivelmente, inimigos. Só se aproximam para se amar - ou para se devorar.
Júlio Dantas

Uma mulher bonita e fiel é tão rara como a tradução perfeita de um poema. Geralmente, a tradução não é bonita se é fiel e não é fiel se é bonita.
William Maugham

A mulher é como a tua sombra: se corres atrás dela, ela correrá à tua frente, se corres à frente dela, ela vem atrás de ti.
Alfred de Musset

A mulher é uma substância tal, que, por mais que a estudes, sempre encontrarás nela alguma coisa totalmente nova.
Léon Tolstoi

O arqueólogo é o melhor marido que uma mulher pode ter; quanto mais velha ela fica, mais interesse ele tem por ela.
Agatha Christie

Toda a mulher acaba por ficar igual à sua própria mãe. Essa é a sua tragédia. Nenhum homem fica igual à sua própria mãe. Essa é a sua tragédia.
Oscar Wilde

Quando o homem sabe que certa mulher já cedeu a alguém, ele não resiste em verificar se a história se repete.
Millôr Fernandes

Certas mulheres podem falar horas a fio sobre qualquer assunto. A minha mulher nem precisa de assunto.
Sam Larenson

Os anos que uma mulher subtrai à sua idade não são perdidos. Ela acrescenta-os à idade de outras mulheres.
Diana de Poitiers

Quando a mulher se casa novamente, é porque odiava o primeiro marido. Quando o homem volta a se casar, é porque adorava a primeira esposa. As mulheres tentam a sorte; os homens põem em risco a sua.
Oscar Wilde

O que mexe com a libido das mulheres não é a beleza física é a inteligência. Tanto que revista de homem nu só vende para gays.
Pedro Bial

Se não fosse as mulheres, o homem ainda estaria agachado em uma caverna comendo carne crua. Nós só construímos a civilização com fim de impressionar nossas namoradas.
Orson Wells

Era uma vez
uma mulher que
via um futuro grandioso
para cada homem
que a tocava.
Um dia
ela se tocou
Alice Ruiz



sexta-feira, 5 de março de 2010

HOMENS, UNÍ-VOS!

De Dia internacional da mulher


O meu amigo Chuchu agia em consonância com o nome, sem se importar com o que pensavam os seus vizinhos, inclusive eu que, vez ou outra, cogitava lhe chamar a atenção para o fato, porém o mesmo fazia questão de viver sob a coleira da mulher. Uma simples decisão, como a de parar um instante no boteco ao lado de casa para molhar a garganta com os amigos, havia de passar pela permissão da cara-metade, mesmo estando ele morrendo de vontade de entrar. Ela era o fator determinante de sua personalidade e assim ele viveu (ou pensou que viveu) até o dia que ela, cansada de tanta submissão do marido e querendo ser dominada por um homem de verdade, arrumou as malas e fugiu com o pé de pano, deixando Chuchu com o ônus da desonra, além de ser objeto principal dos comentários jocosos da vizinhança por longo tempo, pois, soube-se depois, que o tinhoso ricardão era uma amiga do casal.


Ele não era mole só nas atitudes. Ser corno de mulher é a pior coisa que pode acontecer a um homem – diziam as más e também boas línguas quando ele passava, cabisbaixo, soturno, como a carregar todo o peso do mundo nas costas.


Essa ocorrência data de trinta anos atrás e Chuchu morreu no ano passado sem se aventurar em novo casamento. A decepção fora tanta que seria compreensível se tivesse virado a casaca também, mas como já estava cheio de cabelos brancos, ia precisar de muita grana para poder arranjar um bofe de bons bofes.


O que aconteceu com ele foi só um exemplo dentre milhares, e por isso todo dia coloco minha barba de molho. Nenhuma relação se sustenta na dominação, seja de que lado for, embora minha cara-metade reclame, vez ou outra, do chip que coloquei na sua perna para mantê-la sob controle vinte e quatro horas por dia, via GPS. Que se há de fazer? Malandro que é malandro não dorme de touca. Canja de galinha e precaução não fazem mal a ninguém. Ou, como cantava o refrão daquele samba dos anos setenta: “A nega é minha, ninguém tasca, eu vi primeiro”.


Mulher bonita, boa e liberal faz o homem gemer sem sentir dor e, por causa desse axioma irrefutável, é a preferida nas cantadas e investidas de umas e outros nos bailes e bares da vida, independente de serem solteiras, viúvas, casadas ou que costuram para fora. Ficam na espreita feito caçador à espera da caça, aguardando o momento oportuno para darem o bote. São atenciosos, doces, melosos, e dizem ter a solução para todos os problemas da vida.


Nós, homens, precisamos reivindicar a criação de vários dias do homem ma-cho-cho, com direito a feriado nacional, divulgação na imprensa internacional e caminhada mais barulhenta e concorrida do que a parada gay. Lutemos pelo orgasmo múltiplo, livre, e distribuição gratuita de Viagra nos postos de saúde para que as mulheres se sintam incentivadas a escrever loas ao nosso dia, listando e enaltecendo nossas qualidades. O Governo deverá criar cotas para o Homem com agá maiúsculo nas universidades federais. E, finalmente, quando um casal hétero for barrado numa boate GLS, a casa deve ser fechada e os responsáveis processados por discriminar a minoria.


Fiquemos antenados porque a concorrência é acirrada e desleal, principalmente das mulheres com excesso de testosterona. Além de elas conhecerem melhor a alma feminina, pois, querendo ou não nasceram com uma, frequentam o mesmo banheiro do boteco, onde se desnudam sem o menor pudor e falam de suas intimidades em cumplicidade de amantes, embora a candidata a sandaliazinha não tenha malícia em suas ações e atenções, até então, inocentes, tal qual Chapeuzinho Vermelho sendo conduzida (e induzida) pelo lobo mau.


Portanto, tratemo-las com deferência, não só no dia internacional da mulher, mas nos trezentos e sessenta e quatro dias, seis horas e cinquenta segundos seguintes, sem esmorecer, porém. Como dizia o camarada Che: “Hay que endurecer sin perder la ternura jamás”. Quando sua mulher o chamar para lavar os pratos, grite bem abusado para que seus amigos e a vizinhança saibam quem é que fala mais alto na sua casa:


Já vou, meu bem!