sábado, 2 de maio de 2015

Pajelança

Certa vez, quando ainda era menino - besta, mas já fui menino - ouvi a minha mãe se queixando de dor de cabeça. Quis bancar o médico:

- Abra as pernas que a cabeça passa!
- O quê, seu moleque?! - com a pergunta veio o safanão. Ou melhor: o safanão foi a introdução.
- Foi o que o namorado da minha irmã disse pra ela!

Não adiantou pedir clemência. Entrei no cacete. A minha irmã entrou no cacete. Primeiro da minha mãe. Depois, do meu pai. No outro dia de manhã, quando não havia outro adulto maior em casa, levei uma surra da minha irmã. À noite, quando a minha mãe estava entretida na novela, levei outra porrada do meu cunhado. E definitivamente desisti de estudar Medicina.

2 comentários:

Toninho disse...

kkkk, aprendeu uma bela lição para menino arteiro.
Um abração Tom.

Ronaldo Torres disse...

Outro, Toninho.