És a minha flor do bem-querer,
A açucena que perfuma a solidão.
A linha carmim do horizonte
No pôr do sol do oceano.
Meu amanhecer do dia
Nas estradas solitárias do sertão;
O meu canto de agouro da acauã
Na sequidão das tardes na caatinga.
A mulher dos meus sonhos adormecidos
E a fêmea que extrai os meus ais
Quando o prazer se cala na alma.
És o meu nascer do sol
Quando as manhãs tardam a aparecer...
És tudo e mais um pouco além
Desse amor que irrompe fronteiras
Porque te amo, é fato, e ninguém
Vai mudar o que está escrito nas estrelas.
Só isso, simples assim.
