segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O matador do matador de aluguel - A revanche de Luís Pimentel

A PEDRA NO CAMINHO
(Cordel de uma peleja)

Se o papel aceita qualquer coisa,
cada um escreve o que bem quer.
Falcatrua, parolas, coisa e lousa,
e até mexerico de muier.
Mas daqui do ninho onde a verdade pousa,
só conto história como a história é.

Eu estava mesmo na porta do estádio
vendendo uma a uma minhas laranjinhas,
quando chegou gritando pelo rádio
o bando feroz de Alagoinhas.
Se em campo o Touro do Sertão gemeu,
fora dele foi a Feira de Santana que tremeu.

Hoje digo ao amigo Seu Tom das Quebradas,
que fiquei de fora naquela algaravia.
Não fui o autor da bíblica pedrada,
pois eu sou até torcedor do Bahia!
Mas mesmo reconhecendo que são pedras passadas,
acho que o alagoinhense de então merecia (pela ousadia).

Agora, ao reencontrar o bravo atleticano,
mandando chover nas águas das Alagoas,
proseando, cantando e flimareando,
levando a vida assim tão numa boa,
me pergunto para que ficar lembrando
de uma pedrinha no caminho (ou na cabeça) tão à toa?

Eu festejo no entanto é o reencontro
que me deu de verdade tanta emoção.
Que sensibilizou ponto a ponto
esse filho distante de Gavião.
Que acertou no Tom, sem desconto,
e ganhou mais um verdadeiro irmão.


2 comentários:

maria olimpia alves de melo disse...

há de convir - o Tom deve mesmo ter merecido a tal pedrada q tantos frutos rendeu.

Tom do Junco (Ronaldo Torres) disse...

E os dois são meus amigos, rsrs.