domingo, 17 de abril de 2011

A Carta


Rabiscou um papel de carta, colocou no envelope, fechou, selou e jogou na caixa do Correio. Retornou a casa calculando o dia que chegaria a resposta. 

Três dias depois, cedo da manhã, sentou-se à porta à espera do carteiro. O agiota lhe dera o prazo até as três da tarde. Ou paga o que deve, oooou...

O carteiro não tardou. Estava com uma carta na mão. Carta, não, a salvação. Reconheceu o envelope. Reconheceu a caligrafia. Era da sua mão trêmula. O coração acelerou aflito.

– Mas, mas, mas... balbuciou, incrédulo.
– Faltou colocar o endereço do destinatário – explicou o carteiro.
– Mas como?! Está aqui, ó, do mesmo jeito que a minha filha falou pra mãe dela, por telefone: Maria Anderlaine 73 Arrôba Guimeio Ponto Com! Vixe, Maria Mãe de Deus, bem que eu sabia que ela tinha esquecido de dizer o tal do cepi!



Um comentário:

maria olimpia alves de melo disse...

Essa foi pra rir. Faltou o tal do CEP...