quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Short stories


Como dizia a minha prima Cristiana: todo conto não passa de uma short story.


O amor é cego

- Meu anjo, já lhe disseram que você é um gatão, fofão, lindão, charmosão, e isso, e aquilo e aquilo outro...
- São os seus olhos, meu bem! – respondia o namorado sem demonstrar muito entusiasmo. 
Quando o silêncio se impunha, ela voltava aos elogios:
- Meu doce amado, eu te acho um gatão, fofão, lindão, charmosão, e isso, e aquilo e aquilo outro...
- São os seus olhos, meu bem!
No dia seguinte, novo afago no ego:
- Meu amor, você é um gatão, fofão, lindão, charmosão, e isso, e aquilo e aquilo outro...
- São os seus olhos, meu bem!
Um dia ela foi ao oculista e descobriu que ele tinha razão.

Sinal fechado

O sinal fechou e uma senhora se aproximou do carro:
- Moço, me dê uma moeda!
Pegou uma moeda no cofrinho do carro e entregou a ela.
- Deus lhe pague!  Veja o que é ruindade: o senhor aí nesse carrinho me deu uma moeda. Já o motorista da frente, nesse carrão, disse que não tinha.
Quis replicar o desprezo pelo carro, mas se conteve. Ela nunca iria compreender.
- Pois é, minha senhora: se eu parasse de dar dinheiro nos semáforos também teria um carrão desse aí.

Né brinquedo não!

Tinha tudo para ser o Papai Noel do shopping center:  barba branca e alongada, barriga crescida e fazia “ho, ho, ho” como ninguém. Mas quando a loirinha do marketing passou por ele exibindo um decote generoso, descobriram que ele não tinha saco de brinquedo.

2 comentários:

Toninhobira disse...

Sensacional boa gargalhada.A do carrão é otima amigo.Bom posta para um relaxamento.
Um abração.

Tom do Junco (Ronaldo Torres) disse...

Bróder Bira, a do carrão aconteceu comigo, rsrs.